O empate com o Coritiba escancarou um racha que já vinha crescendo nos bastidores e nas redes: parte da torcida do São Paulo pede abertamente a saída de Dorival Júnior do comando técnico. Até o momento, porém, a diretoria não confirmou qualquer movimento nesse sentido, e o treinador segue no cargo.
Números que sustentam a cobrança
A insatisfação não é só emocional, vem também dos números. Desde que assumiu, em maio, Dorival tem um aproveitamento de apenas 16% no Campeonato Brasileiro, um índice baixíssimo para um treinador contratado justamente para estabilizar a equipe. Some-se a isso o jejum de nove jogos sem vencer na competição e a proximidade cada vez mais desconfortável da zona de rebaixamento, hoje a apenas cinco pontos de distância, e fica claro por que o nome do treinador virou assunto obrigatório nos fóruns e redes sociais são-paulinas.
O contraponto: um histórico que pesa a favor
Apesar da pressão, a diretoria ainda demonstra confiança no trabalho. Dorival chegou ao clube com contrato até o fim de 2026 e carrega um histórico positivo: em sua passagem anterior pelo São Paulo, foi o responsável por conquistar a Copa do Brasil de 2023, título que só reforça o crédito que ele ainda tem internamente, mesmo em meio à fase ruim.
A resposta que só o campo pode dar
Para além dos bastidores, a decisão sobre o futuro do treinador deve continuar sendo pautada pelos resultados dentro de campo. O primeiro teste vem rápido: nesta terça-feira (18), o São Paulo decide a vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana diante do Bolívar, no Morumbis, depois do 1 a 1 na ida, em La Paz. Uma eliminação ali, somada à sequência ruim no Brasileirão, tende a intensificar ainda mais a pressão sobre o cargo de Dorival nos próximos dias.
Com informações de OTV Foco.
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