Poucas vezes uma vitória por 3 a 1 gerou tanta ansiedade no meio do caminho. A decisão contra o Bolívar, pela Sul-Americana, colocou a torcida tricolor numa montanha-russa emocional: começou com desconfiança, passou por um pavor quase cômico de tão repetitivo, e só lá no fim virou festa de verdade.
O gol cedo, e o medo automático
Assim que Luciano abriu o placar ainda no primeiro tempo, a reação nos grupos não foi de alívio, foi de apreensão instantânea. “Agora eu estou preocupado, não podia ter feito esse gol”, resumiu um torcedor, quase em código. Comentaristas de TV citados nos grupos reforçaram a mesma leitura: o problema do time nunca foi criar, é sustentar depois do intervalo.
“Esse filme quem acompanha já sabia”
Quando o Bolívar empatou logo no início do segundo tempo, a sensação de déjà vu tomou conta de todos os grupos ao mesmo tempo. “Esse filme nem o Sessão da Tarde passou mais”, ironizou um torcedor, enquanto outro cravava, resignado, que o time ia sofrer o resto do jogo. O alvo da cobrança recaiu sobre o meio-campo, acusado de marcar mal e deixar espaço demais, e sobre jogadores específicos, criticados por recuar a bola em vez de tocar para frente.
O pênalti, a virada e a explosão
A virada de clima veio com o pênalti. A torcida acompanhou cada segundo da decisão sobre quem bateria, com direito a comentário sobre a falta de confiança visível dos batedores antes de Calleri assumir a cobrança. Quando a bola balançou a rede, veio a comemoração daquelas contidas, do tipo “ufa”, mais alívio do que euforia. O gol de Sabino no fim, aí sim, liberou a festa geral, com direito a piada sobre o zagueiro ter sido contratado “por fazer gol assim contra a gente” em outras oportunidades.
Já de olho no Boca, com pé atrás
Mal o apito final soou, e a torcida já projetava o próximo desafio. A goleada do Boca Juniors sobre o Recoleta rendeu comentários de apreensão nos grupos, com brincadeiras sobre o risco de o São Paulo “apagar no segundo tempo” também contra os argentinos. Mas, por ora, ficou o gostinho raro de uma vitória sofrida, específica desse time, que soube segurar a pressão depois do susto e voltar a comemorar depois de quase três meses de jejum.
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