Depois de dez jogos de jejum, seria de se esperar uma comemoração livre e tranquila. Não foi bem assim. A vitória sobre o Bragantino foi acompanhada, do início ao fim, por desconfiança da torcida, e só no apito final o alívio veio de verdade, ainda que envergonhado pelo sufoco da reta final.

A implicância com a arbitragem, de novo

Antes mesmo do primeiro gol, o nome do árbitro Daronco já circulava com desconfiança nos grupos, com queixas de que ele “pica demais o jogo” e lembranças de lances passados considerados prejudiciais ao Tricolor. Quando o pênalti de Luciano só foi marcado depois da revisão do VAR, a tensão nervosa do torcedor deu lugar à certeza de que era mesmo penalidade.

A emoção pelo gol do garoto

O segundo gol, de Gustavo Santana, rendeu um misto de comemoração e ironia. Um torcedor brincou que o clube havia “contratado o Cédric 2.0”, em referência à recente negociação frustrada com o atacante congolês. Mas o clima também trouxe cutucões internos: nomes como André Silva e Ryan Francisco foram lembrados em comparação direta, com queixas de que o jovem artilheiro do momento sequer havia sido relacionado em jogos anteriores, enquanto companheiros com produção muito inferior seguiam recebendo minutos.

O velho fantasma do segundo tempo

Assim que a etapa final começou, veio o comentário que já virou clássico nos grupos tricolores: “impressionante como o São Paulo para de jogar no segundo tempo”. A recuada de postura irritou a torcida, que via o time perder o controle da partida e sofrer pressão de um adversário que antes não conseguia levar perigo. Quando o gol de Fernando saiu, faltando pouco para o fim, a sensação de déjà vu tomou conta, com direito a comentário de que “todo jogo desse jeito o coração não aguenta”.

Um alívio com ressalvas

No apito final, o alívio foi genuíno, mas sem euforia plena. “Como é bom ganhar”, resumiu um torcedor, seguido de outro reconhecendo que foi “sufoco danado pra ganhar”. A vitória foi recebida mais como um respiro necessário do que como uma virada de chave definitiva, com a torcida já de olho no próximo desafio, contra o Atlético-MG, torcendo para que o time consiga repetir o resultado sem o mesmo nível de sofrimento visto neste sábado.

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O Autor

Ugo Marques Ferreira é administrador de empresas, consultor na área financeira e apaixonado por futebol. Casado, cristão e torcedor convicto do São Paulo Futebol Clube, une visão estratégica, disciplina analítica e paixão tricolor na construção do conteúdo do Tricolor em Foco.

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