Nesta quarta-feira (4), horas antes do Majestoso, o São Paulo joga com um treinador cujo contrato termina em dezembro e cujo futuro, até onde se sabe, depende de uma eleição que ainda nem aconteceu. Esta coluna defende que o clube não deveria tratar isso como detalhe.

O que está na mesa

Segundo a Tribuna de Jundiaí, Dorival Júnior disse, após a vitória sobre o Vasco, que o próximo presidente “não tem obrigação nenhuma de renovação comigo”. O ABC do ABC informa que ele sinalizou a interlocutores internos que aceitaria manter ou até reduzir o salário para seguir em 2027, e que não há negociação aberta. A eleição está prevista para as primeiras semanas de dezembro, com posse em 1º de janeiro.

Por que isso preocupa

O elenco se reapresenta em janeiro. Quem decidir sobre o treinador só no dia da posse terá pouquíssimo tempo para escolher um nome, montar comissão e alinhar a janela de contratações. Mesmo que a decisão seja manter Dorival, ele chegará ao início do ano sem saber se planeja a temporada ou se prepara a própria despedida.

O trabalho dele merece avaliação honesta, sem torcida por um lado nem pelo outro. O Tricolor é o 10º colocado, com 43 pontos, e, segundo a Tribuna de Jundiaí, o treinador ainda não venceu um clássico desde que reassumiu, com 7 vitórias, 7 empates e 9 derrotas em 23 jogos. Por outro lado, o time saiu da zona de rebaixamento, e o clube trabalha com 11 jovens da base que Dorival diz estar preparando para 2027. Há argumento dos dois lados, e justamente por isso a discussão deveria ser pública.

O que cobrar dos candidatos

Vinícius de Medeiros e Marcelo Portugal Gouvêa, o Marcelinho, já têm tempo de campanha suficiente para dizer o básico: querem Dorival em 2027 ou não? Quem seria o responsável pelo futebol? Qual é o plano para o elenco, com contratos como o de Lucas Moura também terminando em dezembro? Torcedor que vota merece essas respostas antes da urna, não depois.

A decisão final é do próximo presidente, e Dorival tem razão ao reconhecer isso. Mas campanha existe para antecipar rumos, e o futebol não pode ser o último assunto a ser definido.

Esta é uma coluna de opinião e reflete o ponto de vista do autor. Com informações de Tribuna de Jundiaí e ABC do ABC.

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O Autor

Ugo Marques Ferreira é administrador de empresas, consultor na área financeira e apaixonado por futebol. Casado, cristão e torcedor convicto do São Paulo Futebol Clube, une visão estratégica, disciplina analítica e paixão tricolor na construção do conteúdo do Tricolor em Foco.

Com formação em gestão e experiência em análise empresarial, Ugo traz para o universo esportivo uma leitura que vai além da emoção do jogo. Seu olhar combina organização tática, interpretação de dados e compreensão de cenário, sempre com responsabilidade e coerência.

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