Depois de três dias de conversa sobre ataque e pontaria, vale olhar para o outro lado do campo. A defesa do São Paulo foi, até a 32ª rodada, uma das melhores do Brasileirão. Em duas partidas seguidas, porém, mostrou duas caras opostas.
Salvador: três bolas aéreas, três gols
Na derrota por 3 a 2 para o Bahia, na quarta-feira, 28 de outubro, na Arena Fonte Nova, os três gols dos donos da casa saíram de bola aérea. Rodrigo Nestor abriu o placar aos 5 minutos, antecipando-se a Arboleda. Pouco depois, Erick Pulga marcou em cruzamento, antecipando-se a Pedro Lima. Aos 35 do segundo tempo, Marcos Victor cabeceou após desvio em outro cruzamento e decidiu.
O São Paulo havia reagido com gols de Lucas Moura e Bobadilla antes do intervalo, mas não conseguiu segurar o empate. Dorival Júnior admitiu a dificuldade de explicar as falhas: “é difícil até explicar”.
Vila Belmiro: zero gols sofridos
Uma semana depois, no 0 a 0 com o Corinthians, a defesa não foi vazada. O time entrou com três zagueiros (Newton, Arboleda e Rafael Tolói) e saiu sem sofrer gol, mesmo com o rival tendo um gol anulado por impedimento. Com dois jogadores corintianos expulsos, o problema voltou a ser o ataque.
O que o número diz
Segundo levantamento publicado após o jogo em Salvador, o São Paulo tinha sofrido 35 gols em 32 partidas antes da derrota, a terceira melhor defesa da competição. Os três gols do Bahia foram o maior número sofrido em um jogo na passagem atual de Dorival, igualando o que já havia ocorrido na eliminação para o Juventude, na Copa do Brasil.
O retrato é de um time que, no geral, protege bem a própria meta, mas perde força quando o jogo vira disputa de cruzamento. Com 44 pontos, 12 vitórias, 8 empates e 14 derrotas em 34 jogos, o São Paulo é o 10º colocado. Restam quatro rodadas e 12 pontos em disputa, e a próxima é o Fluminense, no Morumbi, na quinta-feira, 19 de novembro, às 21h30. As duas semanas de pausa servem para ajustar a marcação na área e a pontaria.
Com informações de ABC do ABC, Bahia Notícias, Les Nouvelles du Foot, Gazeta Esportiva e Metrópoles.
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