O São Paulo perdeu de virada para o Grêmio por 2 a 1, neste sábado (8), na Arena, em Porto Alegre, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. E o pior não foi só o resultado: foi o filme. Mais uma vez o Tricolor Paulista construiu a vantagem e viu tudo desmoronar depois do intervalo, numa mistura de desatenção e falha individual que já virou marca registrada da equipe nesta temporada.
Como o time perdeu a vantagem
O São Paulo foi para o intervalo na frente, com gol de Marcos Antônio, mas o Grêmio virou o jogo na etapa final. O empate saiu em cobrança de escanteio: Villasanti acertou a trave de longe, no rebote Carlos Vinícius cabeceou para o meio e Wallace apareceu livre para empatar. Mas o gol que doeu mesmo veio depois: já perto do fim, em cobrança de falta, Pavón bateu por baixo da barreira e mandou a bola no canto para virar o placar. Um gol de antologia, mas também um gol evitável: faltou aquele jogador deitado no chão, cobrindo o vão inferior da barreira, recurso básico que praticamente todo goleiro do mundo pede montado. Rafael não teve essa proteção e viu a bola passar por baixo, sem chance de defesa.
Um padrão que se repete
Não é a primeira vez. Nesta temporada, o São Paulo já sofreu goleadas de virada como a que tomou do Athletico-PR, quando levou dois gols em cinco minutos após o intervalo, e amargou empates dolorosos depois de sair na frente, caso do 1 a 1 com o Millonarios, na Sul-Americana. A equipe soma sequências negativas recorrentes no Brasileirão sob o comando de Dorival Júnior, com a defesa cedendo espaço justamente nos momentos em que deveria administrar resultado. O apagão do segundo tempo, especialmente logo após o intervalo ou nos minutos finais, virou um problema crônico, não um acidente isolado.
A tabela aperta
Com a derrota, o São Paulo estaciona nos 26 pontos e vê o Grêmio, agora com 25, encostar praticamente na cola. A distância para a zona de rebaixamento, que já era pequena, fica ainda mais curta. A briga contra o Z-4 está difícil, e o time simplesmente não consegue apresentar o futebol necessário para se afastar dessa preocupação.
Pressão sem gol
Nos minutos finais, o São Paulo ainda tentou. Chegou a levar perigo ao gol de Weverton, que precisou de duas boas defesas para segurar o resultado. Mas foi pouco diante de um jogo inteiro em que a equipe deveria ter entregado mais, principalmente depois de sair na frente. Ficou devendo, mais uma vez.
Agora as atenções se voltam para a Sul-Americana, em compromisso na altitude. Resta saber como o time vai se portar depois de mais um tropeço que expõe os mesmos problemas de sempre. Fica difícil acompanhar esse São Paulo.
Deixe um comentário