Enquanto o time tenta se reencontrar dentro de campo, os bastidores do São Paulo vivem um dos períodos mais turbulentos dos últimos anos. A pressão sobre o presidente Harry Massis, que assumiu o clube em janeiro após a renúncia de Julio Casares, só aumenta, e o cenário ganha ainda mais tensão com as eleições para a nova diretoria marcadas para o fim do ano.
Pedidos de expulsão e disputas no Conselho
Nas últimas semanas, membros da oposição protocolaram no Conselho Deliberativo um pedido para que Massis seja expulso do quadro de associados do clube, tendo entre as justificativas o novo transfer ban sofrido pela equipe. Antes disso, o presidente já havia sido alvo de um pedido de afastamento apresentado por um conselheiro vitalício, sob alegação de gestão temerária e de suposta irregularidade na composição do Conselho de Administração. Na avaliação de bastidores, porém, esses movimentos dificilmente avançam de imediato, já que não reúnem por ora as assinaturas necessárias para forçar uma votação de impeachment.
Grupos se articulam de olho na eleição
Com a eleição se aproximando, diferentes grupos políticos se movimentam nos bastidores para definir os próximos passos do clube. O ambiente é de instabilidade e indefinição desde a cassação de Casares, atropelada por denúncias envolvendo a comercialização irregular de camarotes do Morumbis em dias de shows, caso que segue rendendo investigações e disputas internas, incluindo embates recentes envolvendo a Comissão de Ética do clube.
O reflexo no futebol
O problema é que nada disso fica restrito às salas do Morumbis. Segundo apurações da imprensa, a própria comissão técnica avalia que a turbulência política é hoje um dos principais desafios do clube, com notícias sobre transfer ban, dificuldades financeiras e disputas de poder chegando ao vestiário e afetando a confiança do elenco. Dorival Júnior tem defendido internamente que o CT da Barra Funda seja cada vez mais blindado dessas disputas, justamente para que o time consiga reagir na parte esportiva sem carregar o peso da guerra política.
O recado que fica é claro: o São Paulo precisa vencer não apenas os adversários dentro de campo, mas também a desordem fora dele. E, até as urnas do fim do ano, dificilmente essa temperatura vai baixar.
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