Entre os muitos fatores que explicam o momento conturbado do São Paulo, um deles segue incomodando dentro do vestiário: os atrasos nos pagamentos ao elenco. O tema, que acompanha o clube desde o início do ano, voltou à tona nas últimas semanas com uma confirmação vinda de dentro da própria diretoria.
Rafinha confirma um mês em atraso
Em entrevista recente, o novo executivo de futebol Rafinha admitiu publicamente que os vencimentos dos jogadores estão atrasados em cerca de um mês, situação igual para todo o elenco. O dirigente reconheceu que o atraso é errado, mas contextualizou a dificuldade: o clube passou um longo período sem poder utilizar o Morumbis para jogos, o que derrubou uma fonte importante de receita e prejudicou o caixa em todas as frentes.
Um problema que vem de longe
A crise não é nova. Ainda em janeiro, o então técnico Hernán Crespo chegou a revelar publicamente que havia pessoas no clube há meses sem receber, em meio à transição de presidência. Em fevereiro, logo após assumir, Harry Massis fechou um acordo com o elenco para quitar os valores pendentes em dez parcelas, prometendo acabar com o que se tornou uma cultura de atraso mensal no Morumbis, prática que na gestão anterior já vinha se repetindo especialmente nos direitos de imagem.
O peso disso no dia a dia
O retorno dos atrasos meses depois do acordo mostra que o problema estrutural persiste, e ele não é apenas contábil. Instabilidade financeira chega ao vestiário, mina a confiança do grupo e se soma à turbulência política e ao transfer ban para compor o pano de fundo da má fase esportiva. Enquanto a regularidade nos pagamentos não virar rotina, dificilmente o ambiente interno terá a estabilidade que o time precisa para reagir em campo.
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