Em dia de mata-mata continental, com o São Paulo viajando pela Sul-Americana, bate aquela saudade inevitável de um tempo em que atravessar fronteiras vestindo o tricolor era sinônimo de respeito e medo nos adversários. E nenhum ano simboliza isso melhor do que 2005.
O tri da América
Naquela temporada, o São Paulo conquistou sua terceira Copa Libertadores, superando o Athletico Paranaense em uma final inédita entre dois clubes brasileiros. Depois do empate no jogo de ida, o Tricolor atropelou no Morumbi lotado: 4 a 0, com uma atuação avassaladora que coroou um time histórico, comandado por Paulo Autuori e liderado em campo por Rogério Ceni, com nomes como Mineiro, Danilo, Amoroso, Cicinho, Lugano e Fabão.
A noite de Yokohama
Meses depois, veio a consagração mundial. No Japão, o São Paulo enfrentou o poderoso Liverpool de Steven Gerrard, campeão europeu naquela temporada, na decisão do Mundial de Clubes da FIFA. Com gol de Mineiro ainda no primeiro tempo e uma atuação épica de Rogério Ceni, eleito o melhor jogador do torneio, o Tricolor venceu por 1 a 0 e levantou seu terceiro título mundial, reafirmando o posto de clube brasileiro mais vitorioso no cenário internacional até então.
Por que essa lembrança importa hoje
Não se trata só de nostalgia. Aquele 2005 lembra o que o São Paulo é capaz de ser quando dentro e fora de campo as coisas funcionam em harmonia: um clube organizado, com identidade, ídolos comprometidos e uma mística copeira que fazia qualquer eliminatória parecer favorável ao Tricolor. É esse padrão que o torcedor cobra até hoje, e é essa memória que sustenta a esperança de que, mesmo nos momentos mais difíceis, o São Paulo sempre pode voltar a ser gigante. Soberano é o que dizem por aí.
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