Enquanto o time tenta se recuperar dentro de campo, a política interna do São Paulo já esquenta os bastidores do Morumbis. A corrida pela oposição à presidência do clube teve uma reviravolta recente: Rogério Caboclo, ex-presidente da CBF, desistiu da candidatura poucos dias depois de oficializá-la, e agora o nome que ganha força é o de Marcelo Portugal Gouvêa, o Marcelinho.
A desistência de Caboclo
Caboclo havia confirmado sua pré-candidatura numa segunda-feira, mas recuou já no sábado seguinte, em carta aberta a conselheiros, sócios e torcedores. Segundo ele, a decisão nasceu da compreensão de que a unidade da oposição deveria estar acima de qualquer projeto individual. Conselheiro vitalício do São Paulo desde 1998 e ex-diretor financeiro do clube, Caboclo enfrentava contestação interna por seu histórico à frente da CBF, cargo que ocupou entre 2019 e 2021 e do qual foi afastado após denúncias de assédio moral e sexual, sendo posteriormente inocentado pelo Supremo Tribunal Federal.
Marcelinho Gouvêa ganha força
Com a saída de Caboclo do cenário, a tendência é que a oposição se concentre em torno de Marcelinho Portugal Gouvêa, filho do histórico ex-presidente são-paulino Marcelo Portugal Gouvêa. Ele já integra o grupo Salve o Tricolor Paulista e vinha sendo apontado como alternativa mesmo antes da desistência de Caboclo, ganhando ainda mais força depois da retirada do ex-cartola da CBF.
O tabuleiro da situação
Do lado da situação, o cenário segue mais indefinido. Harry Massis Júnior mantém o discurso de que assumiu o cargo de forma transitória, mas a decisão sobre uma candidatura própria ainda não está fechada, com o nome de Adilson Alves surgindo como alternativa dentro do grupo governista. Vitórias recentes no Conselho Deliberativo, como a aprovação de patrocínios importantes, deram novo fôlego político ao atual mandatário.
Um pleito que ainda vai esquentar
A eleição, marcada para a primeira quinzena de dezembro, será decidida pelos votos do Conselho Deliberativo e também vai renovar parte do quadro de conselheiros vitalícios, o que pode alterar o equilíbrio de forças até lá. Com o time em má fase e as contas do clube seguindo pressionadas, a disputa política promete ganhar ainda mais protagonismo nos próximos meses, à medida que os grupos definem candidaturas e alianças.
Com informações de Poder360, CNN Brasil, Gazeta Esportiva e ArqTricolor.
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