Não tem outra palavra: vergonhoso. O São Paulo perdeu por 1 a 0 para a Chapecoense, neste domingo (23), na Arena Condá, e dessa vez nem o “mas o adversário é difícil” serve de desculpa. O Tricolor foi derrotado justamente pela lanterna do Campeonato Brasileiro, um time que amargava 21 jogos sem vencer e que escolheu o pior momento possível para quebrar esse jejum.

Uma atuação sem tamanho

O primeiro tempo já havia sido de dar vergonha, com o São Paulo pouco efetivo e sem conseguir levar perigo real ao gol adversário. A esperança de reação com a entrada de Marcos Antônio no intervalo simplesmente não se confirmou. O time seguiu o mesmo roteiro devagar, sem intensidade, sem criatividade, e viu a Chapecoense administrar a vantagem com relativa tranquilidade até o apito final.

Um resultado que não tem justificativa técnica

Perder para o líder é futebol. Perder para o time que não vencia há 21 partidas, justamente quando o São Paulo mais precisava confirmar uma reação, é sintoma de um problema que vai muito além de tática ou escalação. É um retrato de um elenco sem confiança, sem repertório e, pior, sem a fome mínima que se espera contra um adversário nessas condições. A vitória do lanterna tricolor deveria ser, no mínimo, uma formalidade. Virou vexame.

A conta que continua a crescer

Com a derrota, o São Paulo estende sua própria sequência sem vencer no Brasileirão e se aproxima ainda mais da zona de rebaixamento, justamente no jogo em que deveria ter aberto distância. Fica cada vez mais difícil sustentar qualquer discurso de reação depois de uma partida como essa. O time deve satisfações à torcida, à diretoria e a si mesmo depois de uma exibição vexatória diante do pior adversário possível na tabela.

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O Autor

Ugo Marques Ferreira é administrador de empresas, consultor na área financeira e apaixonado por futebol. Casado, cristão e torcedor convicto do São Paulo Futebol Clube, une visão estratégica, disciplina analítica e paixão tricolor na construção do conteúdo do Tricolor em Foco.

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