Chega uma hora em que ignorar a tabela deixa de ser opção. Depois do vexame diante da lanterna Chapecoense, o São Paulo se vê cada vez mais próximo daquilo que, há poucos meses, parecia impensável para um clube desse tamanho: a zona de rebaixamento.
De líder a candidato ao descenso
O contraste dói. O mesmo time que liderou o Campeonato Brasileiro no início do ano hoje discute, com seriedade preocupante, distância para a degola. Dez jogos sem vencer não são estatística abstrata, são pontos que deixaram de ser somados justamente no momento em que o time mais precisava deles para se blindar. A gordura acumulada no começo da temporada, sob Hernán Crespo, está sendo consumida de forma implacável, e o alerta feito aqui há semanas se confirma a cada rodada.
Sem margem para mais deslizes
O calendário não dá trégua: pela frente, o São Paulo ainda enfrenta o Bragantino em casa e o Atlético-MG fora, além de precisar dividir atenção com as quartas de final da Sul-Americana, contra o Boca Juniors, em setembro. Cada ponto desperdiçado agora tem peso dobrado, porque a distância para a degola, que já foi confortável, se tornou motivo real de insônia para o torcedor.
Um alerta que não pode mais ser ignorado
Não se trata de alarmismo, trata-se de matemática básica aplicada a um time que simplesmente não vence. Se a sequência sem vitórias persistir nas próximas rodadas, o São Paulo corre o risco real de, pela primeira vez em muito tempo, entrar de fato na briga direta contra o rebaixamento, e não apenas flertar com ela de longe. A hora de reagir era ontem. Hoje, já é praticamente tarde.
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