Existem derrotas e existem humilhações. O que o São Paulo sofreu em Chapecó se encaixa firmemente na segunda categoria. A Chapecoense, lanterna isolada do Campeonato Brasileiro, não vencia uma partida sequer no torneio desde o mês de janeiro. Passaram-se meses, rodadas e rodadas de jejum, e o adversário escolhido pelo destino para quebrar essa maldição foi, justamente, o São Paulo.
Um presente que ninguém deveria dar
Não existe forma elegante de descrever isso. Um time historicamente grande, com um elenco valioso, entregou de bandeja a vitória que faltava para o pior time da competição comemorar. Não foi falta de sorte, não foi um erro de arbitragem isolado, foi um time inteiro incapaz de superar um adversário que se apresentava, no papel e na tabela, como o mais fraco de todos os vinte participantes da Série A.
O que isso diz sobre o São Paulo de hoje
Times que se prezam não perdem esse tipo de jogo. Simples assim. Quando um elenco falha justamente contra quem mais precisava vencer, o problema deixa de ser tático e passa a ser de caráter competitivo. Faltou fome, faltou o mínimo de urgência que se espera de um time que sabe estar rondando perigosamente a zona de rebaixamento. A Chapecoense jogou como quem não tinha nada a perder. O São Paulo jogou como quem já havia desistido antes da bola rolar.
Uma marca que vai incomodar por muito tempo
Esse resultado deveria doer mais do que qualquer derrota para um rival direto ou para um candidato ao título. Times grandes se definem justamente na capacidade de fazer o dever de casa contra os adversários mais fracos. O São Paulo falhou nesse teste básico, e a marca de ter sido o time escolhido para encerrar um jejum de meses da lanterna vai acompanhar essa temporada como um dos episódios mais vergonhosos da história recente do clube.
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