Chega um ponto em que chamar isso de “fase ruim” é quase um insulto à inteligência de quem acompanha o clube. O São Paulo já soma dez jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro, e o que era uma oscilação preocupante virou, sem qualquer exagero, uma crise institucional e tática de proporções históricas.
A raiz do problema não é só o campo
É impossível analisar esse colapso sem voltar à demissão de Hernán Crespo, ainda na liderança do Brasileirão. O argentino havia estruturado um time competitivo, com intensidade e transições verticais eficientes. A diretoria optou por trocar tudo isso por um discurso de “vestiário mais cadenciado”, e o resultado está aí: um time que trocou passes estéreis contra o pior time do campeonato e saiu de campo derrotado, sem sequer levar perigo real ao gol adversário.
Um time sem identidade
Sob Dorival Júnior, o São Paulo se tornou previsível. A posse de bola virou um fim em si mesma, burocrática, sem verticalidade, sem agressividade. Não é à toa que o time sofre gols em sequência de bolas paradas mal marcadas e perde a compostura assim que sofre pressão. Não existe plano B visível, não existe um padrão de jogo que assuste qualquer adversário, por pior que seja.
A conta que não fecha mais
Dez jogos sem vencer no Brasileirão colocam o São Paulo, definitivamente, na conversa errada da tabela. Não se trata mais de sonhar com competições internacionais pela via do campeonato nacional, trata-se de administrar, com urgência, a proximidade real da zona de rebaixamento. E o pior: sem sinais concretos de reação dentro de campo, é legítimo perguntar até onde vai esse fundo do poço.
Com informações de VAVEL Brasil.
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