Enquanto o time tenta se recuperar dentro de campo, a política interna do São Paulo teve um capítulo importante nesta semana. O Conselho Deliberativo rejeitou, por completo, a reforma do estatuto social do clube, encerrando um processo que vinha sendo discutido havia meses.
Uma derrota sem ressalvas
A votação, iniciada às 22h de quarta-feira e encerrada às 17h de quinta-feira, foi dividida em 12 blocos temáticos, somando 54 propostas de alteração. Dos 255 conselheiros aptos a votar, 239 participaram, de forma híbrida, com votos online e presenciais no Morumbis. O resultado foi contundente: nenhum dos 12 blocos alcançou maioria simples, e todas as propostas foram rejeitadas. Com isso, a reforma nem chega a ser encaminhada para a Assembleia Geral dos sócios.
O que estava em jogo
A proposta previa mudanças significativas na governança do clube, como a separação entre a presidência da diretoria executiva e a do Conselho de Administração, mecanismos mais rígidos de compliance, auditoria interna e fiscalização, além de abrir caminho para um estudo de viabilidade sobre uma futura transformação do São Paulo em sociedade empresária, a partir de 2027, com capital distribuído entre investidores, em vez do modelo tradicional de SAF controlada por um único proprietário.
Um resultado com peso político
A rejeição é vista como uma vitória política dos grupos da situação, que apoiam o presidente Harry Massis Júnior e se posicionaram contra as mudanças. Blocos como Participação Tricolor, Legião Tricolor, Sempre Tricolor, Vanguarda Tricolor e Somos São Paulo, majoritários no Conselho, resistiram à reforma. Já a oposição, que via nas mudanças uma forma de descentralizar poder e ampliar a fiscalização, ficou vencida numericamente.
Um clima já esquentado pela eleição
A reunião foi marcada por discursos inflamados e até a presença da torcida organizada Independente no Salão Nobre, reforçando o clima tenso que já cerca a política interna são-paulina às vésperas da eleição presidencial de dezembro. Com a reforma arquivada, o modelo atual de governança segue valendo, ao menos por enquanto, mantendo intacta a estrutura de poder que vigora no clube.
Com informações de Gazeta Esportiva, Lance!, O Tempo e Blog São Paulo Sempre.
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