Mesmo com a pressão nas alturas depois do vexame contra a Chapecoense, o São Paulo não deve demitir Dorival Júnior neste momento. E o motivo, segundo apuração de diferentes veículos, não é só uma questão de confiança técnica: pesa também, e muito, o valor da multa rescisória do treinador.
Uma conta salgada para trocar de treinador
Caso opte pela demissão, o São Paulo terá que desembolsar pouco mais de R$ 9 milhões para rescindir o contrato de Dorival. Num momento em que o próprio clube enfrenta dificuldades de caixa, esse valor funciona como um freio e tanto para qualquer decisão precipitada, mesmo com os números do treinador beirando o inaceitável.
Os números que assustam
Desde que retornou ao clube, Dorival disputou 11 partidas, com apenas duas vitórias, quatro empates e cinco derrotas, um aproveitamento de cerca de 30%. O recorte fica ainda pior quando o filtro é só o Brasileirão: são três empates e quatro derrotas, sem vencer uma sequer, com aproveitamento de apenas 14%. As duas únicas vitórias do treinador nesta passagem vieram pela Sul-Americana, contra Bolívar e Boston River.
A defesa que divide opiniões
Nem todo mundo culpa exclusivamente o técnico. O ex-jogador Souza, ídolo são-paulino, saiu em defesa de Dorival recentemente, afirmando que “se mandar ele embora, tem que ir muita gente com ele” e relembrando a fala controversa sobre os “45 pontos do Crespo” deixados como gordura para a temporada. Para o comentarista, falta garra e atitude dos próprios jogadores, não apenas comando técnico.
Internamente, ainda há respaldo
Segundo apuração da SporTV News, a diretoria cobra melhora, mas não cogita, por ora, uma mudança de comando. A resposta, insiste o clube, precisa vir de dentro de campo. Com uma semana livre até o duelo contra o Bragantino, sábado, no Morumbis, Dorival ganha um pouco mais de tempo, mas sabe que o crédito está cada vez mais curto.
Com informações de Terra, Lance!, Band e Bolavip.
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