Depois de tantas semanas de sofrimento, a torcida tricolor viveu, enfim, uma noite de tranquilidade rara. O 2 a 0 sobre o Atlético-MG foi acompanhado com uma leveza que já não se via fazia tempo nos grupos de WhatsApp, sinal de que a vitória convenceu de verdade, e não só no placar.

A desconfiança de sempre, logo no primeiro gol

Assim que o São Paulo abriu o placar, veio o receio automático de sempre: será que o time ia segurar? O clima piorou com a pergunta que virou piada recorrente nesta temporada, sobre se os salários do elenco estavam em dia, um jeito bem-humorado de cobrar entrega em campo. Mas, diferentemente de tantas outras vezes, o temor de ver o time recuar não se confirmou.

O gol histórico e a implicância carinhosa

Quando Luciano balançou a rede e ultrapassou Careca na artilharia histórica do clube, a reação foi de orgulho misturado com a implicância de sempre. “Comparar com o Careca é complicado”, brincou um torcedor, no mesmo tom de quem reconhece o feito, mas ainda cobra mais humildade do artilheiro. A cobrança carinhosa seguiu, com direito a comentário sobre uma suposta “síndrome de grandeza” do camisa 10, típica implicância de quem também está orgulhoso lá no fundo.

A cobrança que sobrou para Ferreirinha

Outro nome que rendeu comentário, mas de um jeito bem menos gentil, foi Ferreirinha. Mesmo com a vitória, o atacante seguiu sendo alvo de críticas duras da torcida, apontado como um jogador que atrapalha mais do que ajuda quando entra em campo, sem conseguir decidir jogadas simples na área adversária.

Um alívio que vai além da rodada

Na reta final, o clima já era de reflexão sobre o que essa vitória representa para as próximas semanas. A ideia de encarar o Boca Juniors na Sul-Americana “mais tranquilo”, sem o desespero de antes, apareceu mais de uma vez, assim como o reconhecimento de que, se o time não tivesse somado esses seis pontos recentes, o clima seria de desespero total. O resumo da noite ficou por conta de um torcedor: “hoje, venceu e convenceu”. Depois de tantas semanas em que só se falava de jogos horríveis, a torcida deixou registrado que sabe, e quer, reconhecer quando o time joga bem.

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O Autor

Ugo Marques Ferreira é administrador de empresas, consultor na área financeira e apaixonado por futebol. Casado, cristão e torcedor convicto do São Paulo Futebol Clube, une visão estratégica, disciplina analítica e paixão tricolor na construção do conteúdo do Tricolor em Foco.

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