A vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, no sábado (17), no Morumbis, serviu de laboratório para entender o momento tático do São Paulo de Dorival Júnior. O time foi muito diferente de um tempo para o outro, e as mudanças feitas no intervalo ajudam a explicar o resultado.
O desenho inicial e o primeiro tempo ruim
Dorival foi a campo com três zagueiros (Newton, Arboleda e Tolói), Pedro Lima e Iago pelos lados, Marcos Antônio e Bobadilla no meio, e Artur, Luciano e Calleri no ataque. Na etapa inicial, o Vasco ficou mais com a bola e encontrou espaço pelo meio e pela esquerda do Tricolor, principalmente com Andrés Gómez. O São Paulo perdeu bolas em zonas perigosas e insistiu em cruzamentos rasteiros, embora as melhores chances tenham surgido em bolas aéreas. O treinador ainda recuou Iago para ajudar Tolói na marcação do lado esquerdo.
O intervalo que mudou o jogo
No intervalo, Sabino entrou no lugar de Tolói, e Lucas Moura substituiu Luciano, apagado no primeiro tempo. Lucas deu intensidade, fez arrancadas e organizou a criação, e o time passou a ter mais volume ofensivo. O gol saiu aos 22 minutos da etapa final, em jogada pela direita: Bobadilla acionou Pedro Lima, que cruzou, e Artur antecipou a marcação para finalizar. Artur ainda acertou a trave em outra chance.
Os números e o que vem pela frente
Com a segunda vitória seguida, o São Paulo chegou a 42 pontos e subiu da 10ª para a 8ª colocação. A campanha soma 12 vitórias, 6 empates e 13 derrotas. Na artilharia, Calleri lidera com 16 gols na temporada, seguido por Luciano, com 14, e nenhum dos dois marcou contra o Vasco. Restam sete rodadas para brigar por uma vaga na Libertadores, e o desafio é manter a intensidade dos 45 minutos finais por jogos inteiros.
O próximo teste é contra o Mirassol, no sábado (24), às 16h30, em Mirassol (SP), pela 32ª rodada. Depois, o Tricolor encara o Bahia, na quarta-feira (28), às 21h30, na Arena Fonte Nova.
Com informações de Gazeta Esportiva e Terra.
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