A eleição presidencial do São Paulo será na primeira quinzena de dezembro, e a oposição já inscreveu a Chapa 1, de Marcelo Portugal Gouvêa, na terça-feira (13). A situação, que comanda o clube hoje, ainda não tem candidato. Passados cinco dias, o silêncio continua, e isso diz muito sobre o momento do Tricolor.
O que se sabe
Segundo a Gazeta Esportiva, a oposição reuniu 81 assinaturas (o estatuto exige 55) e apresentou 107 nomes para o Conselho Deliberativo. Do lado da situação, o presidente Harry Massis queria a reeleição, mas não teria obtido apoio suficiente dos grupos. Dois nomes cotados recusaram o convite, e a tendência seria Vinicius de Medeiros, com José Edgard Galvão por fora.
O que eu penso
Um grupo que governa o clube e não consegue apresentar um nome sete semanas antes da votação passa uma mensagem ruim ao sócio. Candidatura se constrói com projeto, e projeto precisa ser debatido, não revelado na última hora. Quanto mais tarde a situação se define, menos tempo o torcedor tem para comparar propostas.
E há muito a ser explicado. O clube se aproxima de uma dívida de R$ 1 bilhão. Dorival Júnior disse publicamente que os campos do CT da Barra Funda estão sem condição de uso. O time masculino foi eliminado em três competições e hoje é o 8º do Brasileirão, com 42 pontos. Esse é o balanço que a próxima gestão herda, e quem pede o voto precisa dizer como pretende mudá-lo.
Há ainda o futebol. O contrato de Dorival vai até o fim do ano, Lucas Moura também termina vínculo em dezembro, e a renovação de ambos depende de quem assumir. Sem candidato, o planejamento de 2027 fica refém de uma indefinição política.
Isso vale para as duas chapas. A oposição saiu na frente no calendário, mas ainda precisa mostrar números e nomes para o futebol e para as finanças. O sócio-torcedor merece uma campanha de ideias, e não de bastidores.
Esta é uma coluna de opinião e reflete o ponto de vista do autor. Com informações de Gazeta Esportiva, ge e do acompanhamento do Tricolor em Foco.
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