A terça-feira (20) não tem jogo do time masculino do São Paulo, e a noite é boa para olhar para trás. Neste mês de outubro, a casa do Tricolor completou 66 anos de inauguração, e a história de como o Morumbis saiu do papel tem capítulos que muita gente desconhece.

Um terreno comprado antes do projeto

Segundo o Lance, o clube adquiriu o terreno no Jardim Leonor em 4 de agosto de 1952, e a pedra fundamental foi lançada em 15 de agosto do mesmo ano. A Trivela lembra que a compra aconteceu antes de existir um projeto definido. As obras de verdade começaram em 1953, com terraplanagem e canalização do córrego Antonico, e as fundações profundas se estenderam de 1954 a 1957.

A venda de cadeiras cativas ajudou a financiar a construção. O projeto ficou a cargo do escritório de João Batista Vilanova Artigas, e o gramado foi plantado e apresentado em 1958. Já em 1957, o São Paulo chegou a jogar contra um combinado carioca no campo enquanto as arquibancadas ainda eram erguidas.

O homem que dá nome ao estádio

O nome oficial, Estádio Cícero Pompeu de Toledo, foi escolhido pelo Conselho Deliberativo em 1956 para homenagear o presidente que idealizou e iniciou a obra. Ele morreu em 1959 e não viu a casa do clube aberta ao público.

A estreia, em 2 de outubro de 1960

A inauguração parcial foi no domingo, 2 de outubro de 1960, com um amistoso internacional contra o Sporting, de Portugal. O São Paulo venceu por 1 a 0, diante de quase 65 mil pessoas, segundo a Trivela. O primeiro gol da história do estádio foi de Peixinho, aos 12 minutos, de cabeça, após cruzamento de Jonas. O camisa 7 tinha 20 anos.

O estádio ainda não estava pronto: cerca de metade dos anéis das arquibancadas havia sido concluída. O anel completo só ficou pronto até o fim da década de 1960. Em 2018, o Morumbis foi tombado como patrimônio histórico.

E agora?

Com o Brasileirão entrando na reta final, o Tricolor volta a campo no sábado (24), às 16h30, contra o Mirassol, pela 32ª rodada. Hoje, a data é de treino e de memória: a casa que levou mais de uma década para ficar de pé segue como o grande símbolo da história do clube.

Com informações de Lance e Trivela.

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O Autor

Ugo Marques Ferreira é administrador de empresas, consultor na área financeira e apaixonado por futebol. Casado, cristão e torcedor convicto do São Paulo Futebol Clube, une visão estratégica, disciplina analítica e paixão tricolor na construção do conteúdo do Tricolor em Foco.

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