Há um padrão que se repete nas notícias do São Paulo nesta reta final de temporada: tudo o que exige decisão parece ter sido empurrado para “a próxima gestão”. Para esta coluna, o clube não pode se dar ao luxo de esperar dezembro para começar a trabalhar em 2027.

Três decisões, uma mesma espera

O primeiro caso é o do técnico. Dorival Júnior tem contrato apenas até dezembro de 2026 e, segundo a IstoÉ, as conversas sobre renovação nem começaram, com a decisão deixada para depois da eleição presidencial. O treinador, que fala publicamente em preparar jogadores da base para 2027, trabalha sem saber se estará lá.

O segundo é a base. Conforme a Gazeta Esportiva, a renovação do atacante Gustavo Santana deve ser retomada pelo próximo presidente, se houver interesse. Um jovem de Cotia, que o próprio clube já havia tratado como prioridade, fica à espera de uma troca de comando.

O terceiro é o elenco. O Fluminense não deve exercer a compra de Alisson, que pode voltar ao São Paulo em 2027, e Cauly, emprestado pelo Bahia, não deve ter a compra ativada. São peças que alguém precisará decidir se entram ou saem do planejamento.

O problema não é a eleição, é a ausência de rumo

Ninguém pede que uma diretoria em fim de mandato assine compromissos longos que amarrem o sucessor. Mas existe um meio-termo entre isso e a paralisia. Conversar com o treinador, sinalizar ao jovem que ele tem futuro e organizar a lista de emprestados não custa o voto de ninguém e preserva o valor do patrimônio do clube.

A situação ainda nem definiu quem será seu candidato, enquanto a oposição, com Marcelo Portugal Gouvêa, já apresentou um plano. Quem decide o futuro técnico e esportivo precisa, no mínimo, não deixar o relógio correr contra o clube. Quando a eleição passar, janeiro estará logo ali, e o mercado não espera ninguém tomar posse.

O São Paulo tem sete rodadas pela frente, começando pelo Mirassol, neste sábado (24), às 16h30. Em campo, o time segue competitivo. Fora dele, o recado dos bastidores é de espera. Na minha leitura, é espera demais.

Esta é uma coluna de opinião e reflete o ponto de vista do autor. Com informações de IstoÉ, Gazeta Esportiva e Tribuna de Jundiaí.

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O Autor

Ugo Marques Ferreira é administrador de empresas, consultor na área financeira e apaixonado por futebol. Casado, cristão e torcedor convicto do São Paulo Futebol Clube, une visão estratégica, disciplina analítica e paixão tricolor na construção do conteúdo do Tricolor em Foco.

Com formação em gestão e experiência em análise empresarial, Ugo traz para o universo esportivo uma leitura que vai além da emoção do jogo. Seu olhar combina organização tática, interpretação de dados e compreensão de cenário, sempre com responsabilidade e coerência.

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