Mesmo com a despedida da Copa do Brasil Feminina na quarta-feira (21), o São Paulo Feminino fecha 2026 com o maior título da sua história recente. As Soberanas foram campeãs do Brasileirão Feminino Série A1 ao vencer o Corinthians na final por 3 a 2 no agregado, e a campanha tem números que explicam por que o troféu foi merecido.
A final em duas partidas
Na ida, na Neo Química Arena, o São Paulo virou o jogo e venceu por 2 a 1. Na volta, no Morumbis, em 3 de outubro, o empate por 1 a 1 foi suficiente. Bia Menezes abriu o placar no primeiro tempo, em chute de fora da área após passe de Aline, e o Corinthians empatou em falha de saída de bola da goleira Carlinha. A própria Carlinha redimiu o erro no segundo tempo, ao defender um pênalti cobrado por Gabi Zanotti.
Campanha de líder
O time comandado por Thiago Viana terminou a primeira fase na liderança, com 41 pontos em 17 jogos: 13 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. No mata-mata, empatou sem gols com o Grêmio em Caxias do Sul e venceu por 2 a 0 em Campinas nas quartas. Na semifinal, bateu o Flamengo por 3 a 1 no Rio de Janeiro e por 1 a 0 em Campinas. No total do torneio, foram 17 vitórias, 4 empates e 2 derrotas, com 40 gols marcados e 14 sofridos.
Recorde, prêmio e Libertadores
- Público de 49.405 pessoas no Morumbis na decisão.
- Prêmio de R$ 2 milhões ao campeão, o maior da história da competição, segundo o Correio 24 Horas.
- Fim da sequência de seis títulos seguidos do Corinthians.
- Vaga na Libertadores Feminina de 2027, garantida aos dois finalistas.
Após o jogo, o técnico Thiago Viana resumiu o momento: “Hoje a gente fez história: público recorde e quebramos a hegemonia.”
O que vem pela frente
A eliminação para o Bahia na Copa do Brasil, nas quartas de final, deixou um gosto amargo, mas não apaga uma temporada que colocou o clube de volta ao topo do futebol feminino nacional. Com a vaga na Libertadores de 2027 assegurada, o desafio das Soberanas passa a ser sustentar o nível e a base de torcedores que lotou o Morumbis na decisão.
Com informações de Correio 24 Horas, Correio da Manhã e O Povo.
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