A Justiça de São Paulo negou, na sexta-feira (23), o pedido de liminar da Feng para barrar o contrato do São Paulo com a Ticketmaster, que passa a cuidar do programa de sócio-torcedor. A decisão é da 12ª Vara Cível do TJ-SP e, por ora, mantém de pé um acordo que traz fôlego ao caixa do clube em plena reta final da gestão de Harry Massis, segundo a Gazeta Esportiva.
O que a Feng pedia
A Feng, que tinha contrato com o clube até 2031 e administra o sócio-torcedor, alegava exclusividade na gestão do programa e direito de preferência em uma eventual substituição. Segundo a empresa, o São Paulo violou essas cláusulas e só comunicou a rescisão unilateral em outubro de 2026.
O clube respondeu que respeitou o aviso prévio de 180 dias e a multa compensatória de 15% sobre a receita bruta mensal do programa. O advogado Guilherme Salutti afirmou que o direito de preferência “só seria aplicável no encerramento natural do contrato, em 2031”.
Como a juíza decidiu
A magistrada indeferiu a tutela cautelar e entendeu que a cláusula permite ao clube rescindir unilateralmente, desde que cumpra certas condições, sem oferecer preferência à Feng. Para ela, a multa prevista indica que as consequências financeiras já estavam definidas. Também foi negado o pedido da empresa para depositar em juízo os valores que o clube receberá da Ticketmaster.
Os números do acordo
- Antecipação de R$ 110 milhões, liberada 45 dias após a assinatura, a ser devolvida em cinco anos com juros de CDI + 1,99%.
- Cerca de R$ 30 milhões pelo uso de um camarote no Morumbis, já antecipados à diretoria executiva. Parte foi usada para quitar uma das quatro parcelas atrasadas de direitos de imagem do elenco.
- R$ 6 milhões para a reforma do museu do clube no estádio.
- Repasse limitado a R$ 1,8 milhão por mês ao credor, independentemente da renda do mês.
O contrato foi assinado por Massis no início de outubro e vale a partir de 1º de janeiro de 2027, logo após o fim do vínculo com a Total Acesso, atual gestora de ingressos do Morumbis.
O que vem pela frente
A decisão não encerra o caso. A Feng ainda pode transformar o pedido cautelar em processo principal e tentar incluir a Ticketmaster na disputa. A parceria segue para execução a partir de 2027.
Com informações da Gazeta Esportiva.
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