Quando se olha para a campanha do São Paulo no Brasileirão, o que mais chama atenção é o equilíbrio quase perfeito entre o que o time faz e o que sofre. Segundo a Arquibancada Tricolor, depois do 1 a 1 com o Mirassol, no sábado (24), o time de Dorival Júnior soma 43 pontos em 32 jogos, com 12 vitórias, 7 empates e 13 derrotas, e ocupa a 9ª colocação.
Gols pró e contra quase iguais
A equipe marcou 37 gols e sofreu 36, saldo de apenas +1. Em média, são cerca de 1,16 gol feito e 1,12 sofrido por partida. Não é um ataque que decide sozinho nem uma defesa que segura resultado: é um time que vive de detalhes, e a conta de pontos mostra isso. Os 43 pontos representam aproveitamento próximo de 45% do que estava em disputa.
O desenho com três zagueiros
Em Mirassol, segundo a escalação divulgada pelo Lance, Dorival foi a campo com Newton, Arboleda e Osorio na defesa, Pedro Lima e Iago pelos lados, Bobadilla, Djhordney e Marcos Antônio no meio, e Lucas e Luciano à frente. É um desenho de três zagueiros, que protege o centro da área, mas depende muito do fôlego dos alas e da presença de uma referência para finalizar.
Nesta rodada a referência faltou: Calleri e Artur não estiveram à disposição, e o ataque ficou sem um centroavante de ofício. O gol veio de um lateral, Pedro Lima, em seu primeiro pelo clube, e não de quem costuma decidir.
O que os números dizem para a reta final
Restam seis rodadas, a começar pelo Bahia, na quarta-feira (28), às 21h30, na Arena Fonte Nova. Com 18 pontos ainda em jogo, o teto matemático do Tricolor é de 61. Para sonhar com algo além da metade de cima da tabela, o time precisa transformar o equilíbrio em vitórias: com saldo de gols tão curto, cada empate fora de casa pesa a favor de quem está acima.
A leitura é simples. O São Paulo não é um time ruim nem um time forte: é um time médio, e a diferença entre ser médio e brigar por vaga continental está na eficiência dos poucos lances decisivos de cada jogo.
Com informações de Arquibancada Tricolor, Lance e Gazeta Esportiva.
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