Quando um time chega a uma quarta-feira decisiva com nove jogadores pendurados, quatro desfalques confirmados e um técnico improvisando a lateral e o meio-campo, o problema já não é a rodada. É a construção do elenco. Esta coluna defende que o São Paulo paga, na reta final do Brasileirão, por um plantel que nunca foi calibrado para a profundidade que a temporada exigia.

Os fatos do momento

Segundo a Gazeta Esportiva, o Tricolor visita o Bahia hoje, às 21h30, na Arena Fonte Nova, sem Iago, suspenso pelo terceiro amarelo, sem Artur, com lesão lombar, sem Marcos Antônio, preservado por dor no tornozelo, e com Ferreira ainda em transição física. Calleri volta, o que ajuda, mas o time provável depende de Djhordney, formado na base, e de Pedro Lima, emprestado pelo Wolverhampton, em posições que deveriam ter alternativas já testadas.

Há ainda o risco de cartões: Sabino, Lucas Ramon, Wendell, Marcos Antônio, Danielzinho, Artur, André Silva, Ferreira e Luciano estão pendurados. Quem levar amarelo em Salvador perde o Majestoso contra o Corinthians, em 4 de novembro.

O que isso revela

É justo valorizar a aposta na base. Dorival Júnior prometeu mais espaço aos garotos, e Massis, Rafinha e o treinador foram a Cotia ver o Sub-20 na segunda-feira. O discurso é bom. Mas base aproveitada por necessidade, a cada lesão, não é projeto. Projeto é ter, desde o início do ano, um segundo time preparado, com minutos acumulados e funções claras, para que uma suspensão não vire crise.

O time soma 43 pontos em 32 jogos, está em 9º lugar e tem ataque e defesa equilibrados em 37 a 36 gols. Para esta coluna, esse equilíbrio é o retrato de um grupo que sobrevive, mas não consegue acelerar quando falta uma peça.

O recado para quem decide

Com a eleição marcada para a primeira quinzena de dezembro e o técnico dizendo que o trabalho dele vai até 31 de dezembro, o planejamento de 2027 corre o risco de começar tarde. A próxima gestão precisa responder uma pergunta simples: qual é o elenco de 25 a 28 jogadores que sustenta uma temporada inteira sem depender de empréstimos e de improviso? Quem não apresentar essa resposta na campanha estará pedindo voto sem projeto.

Esta é uma coluna de opinião e reflete a visão do autor. Com informações de Gazeta Esportiva, O Tempo, bahia.ba e Arquibancada Tricolor.

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O Autor

Ugo Marques Ferreira é administrador de empresas, consultor na área financeira e apaixonado por futebol. Casado, cristão e torcedor convicto do São Paulo Futebol Clube, une visão estratégica, disciplina analítica e paixão tricolor na construção do conteúdo do Tricolor em Foco.

Com formação em gestão e experiência em análise empresarial, Ugo traz para o universo esportivo uma leitura que vai além da emoção do jogo. Seu olhar combina organização tática, interpretação de dados e compreensão de cenário, sempre com responsabilidade e coerência.

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