Em meio à proibição da publicidade de casas de apostas no Brasil, o São Paulo definiu como ficará seu patrocínio máster até o fim da temporada. Segundo a Gazeta Esportiva, o clube manterá a parceria com a Superbet até o final de 2026, com a marca Superscore no espaço principal da camisa, independentemente dos desdobramentos da Medida Provisória que atingiu o setor.
O que mudou na prática
A MP foi assinada pelo presidente Lula no fim de setembro e proíbe a exploração, a oferta, a intermediação, a publicidade e os patrocínios ligados a apostas. O texto ainda está em análise no Congresso. Diante disso, o Tricolor passou a exibir a Superscore, plataforma de estatísticas esportivas do mesmo grupo econômico da Superbet, que não é considerada casa de apostas pelo governo federal.
A princípio, a troca seria pontual, com a marca nos jogos contra Cruzeiro e Vitória. Agora, as partes decidiram adaptar o contrato para incluir oficialmente a nova marca até o fim do ano. De acordo com a reportagem, não houve mudança financeira: valores e condições originais foram mantidos. Nos bastidores, a adaptação é vista como uma forma de dar segurança jurídica às duas partes.
Um contrato de longo prazo
O vínculo com a Superbet vale até 2030. Segundo o Diário do Grande ABC, que cita o Estadão, os valores fixos somam R$ 678 milhões ao longo de seis temporadas, e, com bônus por desempenho, o total pode chegar a R$ 1 bilhão. A Gazeta Esportiva também aponta projeção de receita de até R$ 1 bilhão, a depender de metas esportivas.
A campanha e a incerteza para 2027
O São Paulo estampou nas duas últimas partidas a campanha “Proibir não é proteger”, organizada por clubes e empresas do setor, e aderiu ao movimento ao lado de Flamengo e Fluminense. A avaliação interna, sem fonte identificada, é que a Superscore mantém a visibilidade do grupo sem ferir a MP.
O que ainda não está claro é como a parceria funcionará em 2027. A reportagem detalha apenas a adaptação até o fim deste ano e menciona a validade do contrato até 2030, sem explicar a forma de exposição da marca depois de dezembro. O tema deve pesar no planejamento financeiro do próximo mandato, já que a eleição presidencial do clube se aproxima e o patrocínio máster é uma das principais fontes de receita comercial.
Com informações da Gazeta Esportiva e do Diário do Grande ABC.
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