A pergunta sobre a permanência de Dorival Júnior em 2027 já circula nos bastidores do São Paulo, e esta coluna defende uma posição simples: o treinador não deve ser julgado pelo resultado de um clássico, e o clube não deve decidir o futuro da comissão técnica no calor de uma campanha eleitoral.
O que está na mesa
Segundo a Tribuna de Jundiaí, o contrato de Dorival termina ao fim da temporada de 2026. Em 20 de outubro, o jornal informou que o treinador quer ficar e aceitaria negociar, mas ressalvou que os valores citados vêm de pessoas não identificadas. Já Marcelinho Portugal Gouvêa, candidato à presidência, disse à TNT Sports: “Se o Dorival se adaptar a isso, pode ser ele; senão, será outro”, referindo-se a um projeto que prioriza a base. O próprio Dorival afirmou que o próximo presidente “não tem obrigação nenhuma de renovação”.
Os números pedem uma avaliação fria
O retrato do momento não é confortável. Segundo a Gazeta Esportiva, o São Paulo soma 14 jogos seguidos sem vencer como visitante no Brasileirão, e a derrota por 3 a 2 para o Bahia, na quarta-feira (28), encerrou uma sequência de três jogos sem perder. O time está em 10º lugar, com 43 pontos, e a vaga na Libertadores é tratada pela imprensa como praticamente impossível. Por outro lado, o próprio treinador defende que o trio Lucas, Luciano e Calleri tem mais pontos positivos do que negativos, e a Gazeta aponta que a comissão trabalha para dar mais espaço a garotos de Cotia.
Minha posição
Nem renovação automática, nem demissão por impulso. Com a eleição prevista para as primeiras semanas de dezembro e a posse em 1º de janeiro, o risco é o clube tratar o assunto como moeda de campanha, quando deveria tratá-lo como decisão técnica. Um critério claro ajudaria: desempenho como visitante, uso real da base e capacidade de corrigir a bola parada, problema que o próprio Dorival admitiu após o jogo em Salvador.
O Majestoso de quarta-feira (4), às 21h30, na Vila Belmiro, é importante pelo orgulho e pela tabela, mas é um jogo só. O que deve pesar é o conjunto da obra, avaliado com calma e com um projeto definido por quem vai assumir o clube. Quem ganhar a eleição deveria dizer, antes da posse, o que espera do treinador, para que a decisão não seja improvisada.
Esta é uma coluna de opinião e reflete o ponto de vista do autor. Com informações de Tribuna de Jundiaí e Gazeta Esportiva.
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