Com Vinícius de Medeiros confirmado pela situação e Marcelo Portugal Gouvêa, o Marcelinho, já inscrito pela oposição, o São Paulo tem seus dois candidatos à presidência. Esta coluna defende uma ideia simples: agora que os nomes estão na mesa, o clube precisa discutir o que cada um pretende fazer, e não apenas de que grupo cada um vem.
O voto é do Conselho, a cobrança é de todos
Segundo as reportagens publicadas, a renovação do Conselho deve acontecer na segunda quinzena de novembro, e a escolha do presidente, na primeira quinzena de dezembro, com posse em 1º de janeiro de 2027. Como o presidente sai do voto dos conselheiros, o torcedor comum não vai às urnas. Justamente por isso a cobrança pública importa: é ela que obriga as chapas a se explicarem fora das reuniões fechadas.
Os assuntos que não podem ficar de fora
O próximo mandato herda uma dívida superior a R$ 1 bilhão, a indefinição sobre os naming rights do estádio e um time que, segundo a imprensa esportiva, já trata a Libertadores como missão quase impossível neste ano. Há ainda a decisão sobre a comissão técnica para 2027 e a necessidade de renovar um elenco com orçamento apertado. São temas concretos, e o sócio tem o direito de saber, antes do voto do Conselho, como cada chapa pretende enfrentá-los.
- Qual é o plano para reduzir ou reorganizar a dívida, com metas e prazos?
- Qual é o caminho para o estádio e para a venda do nome, sem depender de improviso?
- Quem comandará o futebol em 2027 e com que critério essa escolha será feita?
- Qual é o espaço real da base de Cotia no planejamento?
Slogan não é plano
Frases como “Respeito à nossa história. Compromisso com o nosso futuro!”, publicada por Vinícius ao se lançar, funcionam como bandeira, mas não respondem a nenhuma das perguntas acima. O mesmo vale para a oposição: ser alternativa não dispensa apresentar números e responsáveis. Vencerá, no meu entender, quem tiver coragem de detalhar o que fará, inclusive o que não conseguirá fazer logo no primeiro ano.
Não se trata de desconfiar de ninguém, e sim de exigir o básico de qualquer disputa democrática. Um clube do tamanho do São Paulo merece debates abertos, propostas por escrito e prestação de contas depois da posse. Até dezembro, cabe à torcida e aos sócios perguntar, comparar e cobrar.
Este texto é uma coluna de opinião e expressa o ponto de vista do autor, não necessariamente fatos apurados em reportagem. Com informações de Gazeta Esportiva, Tribuna de Jundiaí e ABCD Jornal.
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