Quando o Corinthians chega a um clássico dentro da zona de rebaixamento, o debate costuma girar em torno de quem tem mais a perder. Esta coluna defende que, na quarta-feira (4), às 21h30, na Vila Belmiro, o São Paulo deve olhar para o próprio espelho e não para a tabela do rival.
O rival aperta, o Tricolor não tem pressão
Segundo a Gazeta Esportiva, o São Paulo é o 10º colocado, com 43 pontos, e tem 0,12% de chance matemática de Libertadores, segundo a UFMG. O Corinthians está na zona de rebaixamento, com 36 pontos, e venceu o Mirassol na sexta-feira. Restam cinco rodadas. Ou seja, quem joga a vida é o adversário. Quem joga o orgulho, e a própria imagem para o fim de ano, é o São Paulo.
Um clássico não é treino
Dorival Júnior foi correto ao dizer que a equipe encara todos os jogos da mesma forma e que não usa a situação do rival como muleta. É a postura certa. Mas o torcedor tem razão ao cobrar seriedade: o time que perdeu por 3 a 2 para o Bahia, na quarta-feira (28), e acumula 14 jogos sem vencer fora de casa, segundo reportagens da imprensa esportiva, precisa mostrar competitividade longe do Morumbis. A Vila Belmiro, com cerca de 17 mil pessoas e casa cheia esperada, é um teste honesto disso.
A zaga é o ponto de atenção
Sabino está suspenso, e o clube confirmou que ele será operado do joelho direito na própria quarta-feira. O Lance cita Rafael Tolói e Osorio como opções, e Domingos Duarte só deve voltar na próxima temporada. Em contrapartida, Artur e Ferreira treinaram normalmente pelo terceiro dia seguido e Iago volta de suspensão. É um quadro que pede um time compacto e sem concessões, especialmente porque Marcos Antônio segue como dúvida.
O que cobrar
Ninguém espera que o São Paulo salve a temporada em um jogo. O que se pode exigir é intensidade, concentração e respeito ao clássico, até porque é a primeira vez que Dorival reencontra o Corinthians como técnico tricolor, após ter sido demitido pelo clube em abril. Se o São Paulo fizer a sua parte, o resultado vem ou, no mínimo, a atuação terá dignidade. Se tratar o jogo como favor ao calendário, vai ouvir da arquibancada o que merece.
Esta é uma coluna de opinião e expressa o ponto de vista do autor. Com informações da Gazeta Esportiva e do Lance.
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