Lucas Moura iniciou nesta semana os trabalhos de fisioterapia no gramado do CT do São Paulo, um passo importante na recuperação da grave lesão que voltou a tirá-lo de campo em maio. Mas o retorno do camisa 7 escancara um problema que já se tornou marca registrada de sua passagem pelo clube: a dificuldade de emendar sequências longas sem lesões.

A lesão mais recente

Lucas não atua pelo São Paulo desde 3 de maio, quando precisou ser substituído após sentir dores na perna direita em um empate contra o Bahia. O diagnóstico foi de ruptura completa do tendão calcâneo, lesão que exige seis a oito meses de recuperação. Antes disso, o meia-atacante havia acabado de retornar de um afastamento de 46 dias por fraturas na costela.

Onde está o problema

O padrão não é novo. Desde que retornou ao São Paulo, Lucas acumula um histórico extenso de departamentos médicos: problemas no joelho, na panturrilha, no tornozelo, além das fraturas de costela e agora o tendão calcâneo. Em 2025, o jogador praticamente não conseguiu emplacar uma sequência sem interrupções, alternando pequenos períodos em campo com longas recuperações.

Levantamentos de sites especializados apontam que, desde sua reestreia pelo Tricolor, Lucas já desfalcou o time em uma fatia expressiva das partidas disputadas no período, boa parte delas por conta de lesões, somando centenas de dias fora dos gramados. O quadro chama atenção justamente por se tratar de um atleta de 33 anos, idade em que o corpo já cobra mais cuidado e em que voltar de uma lesão grave costuma ser mais lento.

O impacto para o São Paulo

Mesmo entrando e saindo do departamento médico, Lucas segue sendo peça de referência técnica e de liderança no elenco. A repetição das lesões, no entanto, coloca o clube em uma posição delicada: precisa planejar o time sem depender demais de um jogador que dificilmente cumpre temporadas inteiras, ao mesmo tempo em que reconhece a diferença que ele faz quando está fisicamente em condições de jogar.

Com a recuperação em curso e sem previsão oficial de retorno aos gramados em jogos, resta à torcida tricolor torcer para que desta vez o corpo responda melhor e permita a Lucas voltar a render pelo tempo que sua qualidade sempre prometeu.

Deixe um comentário

O Autor

Ugo Marques Ferreira é administrador de empresas, consultor na área financeira e apaixonado por futebol. Casado, cristão e torcedor convicto do São Paulo Futebol Clube, une visão estratégica, disciplina analítica e paixão tricolor na construção do conteúdo do Tricolor em Foco.

Com formação em gestão e experiência em análise empresarial, Ugo traz para o universo esportivo uma leitura que vai além da emoção do jogo. Seu olhar combina organização tática, interpretação de dados e compreensão de cenário, sempre com responsabilidade e coerência.

No blog, sua proposta é clara: oferecer conteúdo com profundidade, critério e identidade. Para ele, torcer é essencial, mas entender o contexto, a estratégia e a gestão do clube é o que fortalece a cultura tricolor.

Fé, família e futebol são pilares que orientam sua caminhada pessoal e profissional. No Tricolor em Foco, esses valores se traduzem em compromisso com informação séria, análise consistente e respeito ao torcedor.