Uma análise apontou um dado que ajuda a explicar boa parte da crise de resultados do São Paulo: a equipe sofreu quatro gols originados em lances de bola parada apenas nos últimos jogos do Campeonato Brasileiro. Contra o Grêmio, o problema apareceu de novo, e de forma decisiva: os dois gols gremistas na virada nasceram dessa maneira, um em cobrança de escanteio e outro em cobrança de falta direta.
Por que isso preocupa tanto
Bola parada é, por definição, a situação de jogo em que posicionamento, concentração e organização coletiva deveriam pesar mais a favor de quem defende, já que não há a imprevisibilidade de uma jogada em movimento. Sofrer gols repetidamente nesse tipo de lance sugere falha de sistema, não apenas azar ou lance individual isolado.
O reconhecimento de Dorival
O próprio técnico Dorival Júnior classificou os erros defensivos como recorrentes na entrevista após o jogo com o Grêmio e admitiu preocupação com a situação. É um reconhecimento importante, mas que também acende um alerta: o problema já dura mais de uma partida e ainda não foi corrigido em treinamento.
Com a sequência de jogos se aproximando, incluindo a Sul-Americana, corrigir a bola parada deixou de ser detalhe tático e virou prioridade para o São Paulo parar de perder pontos por falhas evitáveis.
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