O São Paulo entrou para a história do futebol brasileiro pelo lado errado. O Tricolor se tornou o primeiro clube da Série A a sofrer uma punição pela regra de Fair Play Financeiro da CBF, em determinação anunciada nesta quarta-feira. E o motivo, mais uma vez, está ligado à velha conhecida do torcedor: a bagunça no caixa.
O que foi decidido
A Agência de Fair Play da CBF determinou que o São Paulo terá 45 dias para quitar uma dívida com o Novorizontino. Se não pagar dentro do prazo, o clube sofrerá um transfer ban, ou seja, ficará impedido de registrar novos atletas, incluindo jogadores para as categorias de base.
A pendência é referente à compra do jovem volante Djhordney, revelação que veio justamente do Novorizontino. Para regularizar a situação, o Tricolor precisa pagar a dívida integral de R$ 1 milhão pela aquisição do atleta, mais R$ 100 mil de multa e correção monetária de 1% ao mês sobre as parcelas em atraso.
Um sintoma que se repete
O caso não é isolado. O São Paulo vem colecionando problemas do tipo, tendo enfrentado nas últimas semanas transfer bans aplicados pela FIFA por atrasos em pagamentos de outras contratações. A diferença agora é que a punição parte da própria CBF, dentro do novo Sistema de Sustentabilidade Financeira, que entrou em vigor em 2026 e impõe aos clubes das Séries A e B limites de gastos, controle de dívidas e transparência, sob pena de multas, transfer ban e até perda de pontos.
Ser o primeiro clube da elite a ser enquadrado nessa nova regra é um alerta que vai muito além do episódio pontual. Escancara, mais uma vez, a fragilidade financeira de um clube do tamanho do São Paulo, que segue pagando a conta de antecipações de recebíveis e de uma gestão de caixa que não fecha. Uma dívida de R$ 1 milhão por um garoto de base virar caso de punição federativa diz muito sobre o momento.
Resta agora torcer para que a diretoria resolva a pendência dentro do prazo e evite mais uma dor de cabeça em um ano que já vem sendo difícil dentro e fora de campo.
Fonte: UOL, com informações do jornalista Rodrigo Mattos.
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