A vitória sobre o Bolívar não veio por acaso. Um ajuste específico de Dorival Júnior na montagem da equipe ajuda a explicar por que o São Paulo conseguiu impor seu jogo e sufocar o adversário boliviano em seu próprio campo defensivo durante boa parte da partida.
Newton como terceiro zagueiro na saída de bola
A principal novidade estrutural foi o uso de Newton como uma espécie de terceiro zagueiro quando o time tinha a posse de bola. Na prática, o volante recuava para compor a saída junto com a dupla de centrais, criando uma superioridade numérica na primeira linha de construção.
Liberdade para os laterais
Esse ajuste teve um efeito cascata importante: liberou os laterais Aurélio Buta e Iago para subirem com mais intensidade pelos lados de campo, aumentando o volume ofensivo do time sem abrir mão da segurança defensiva. Foi justamente por esse corredor que nasceu o gol de Luciano, com Danielzinho recebendo pela esquerda e cruzando para a área.
O time que amassou o adversário
Com essa estrutura, o São Paulo conseguiu, segundo análises da imprensa, literalmente amassar o Bolívar em seu campo defensivo nos primeiros minutos, dominando as ações mesmo diante de um adversário que havia mostrado força como visitante na competição, ao eliminar o Grêmio na fase anterior.
Um recurso para repetir
A fórmula, ainda que não tenha resolvido de vez o problema recorrente de sustentar vantagens no segundo tempo, mostrou eficiência na construção do jogo e pode ser um recurso a que Dorival volte a recorrer, especialmente diante de adversários que também apostam em bloco defensivo baixo, como deve ser o caso da Chapecoense, próximo desafio do São Paulo pelo Brasileirão.
Com informações de Jovem Pan.
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