Não é exagero, é constatação: a vitória sobre o Atlético-MG foi a melhor atuação coletiva do São Paulo desde que Dorival Júnior retornou ao clube. Mais do que o placar de 2 a 0, o que chamou atenção foi a forma como o time controlou o jogo do início ao fim, algo raro nesta temporada conturbada.
Finalmente, um domínio completo
Ao longo do ano, mesmo nas vitórias, o São Paulo raramente teve tranquilidade. O padrão se repetia: abrir vantagem e sofrer para segurar o resultado, muitas vezes vendo o adversário crescer no segundo tempo. Contra o Atlético-MG foi diferente. O time praticamente não deu chances de perigo real ao rival, que chegava embalado por 14 jogos de invencibilidade, e administrou as ações com uma segurança que a torcida já não via fazia tempo.
Um adversário difícil, neutralizado com categoria
O mérito ganha ainda mais peso justamente pela qualidade do rival enfrentado. O Atlético-MG não vinha de qualquer sequência: eram 14 jogos sem perder na temporada, um retrospecto de equipe em ascensão real na competição. Diante desse cenário, o São Paulo não apenas superou o adversário no placar, como também no controle territorial e na criação de oportunidades, um contraste e tanto com boa parte do que vinha sendo apresentado nos últimos meses.
Duas vitórias seguidas, um respiro real
Depois do Bragantino, esta foi a segunda vitória consecutiva do São Paulo no Brasileirão, uma sequência que soa simples, mas que fazia tempo não se repetia em meio à crise que o clube atravessou nas últimas semanas. A soma dos dois resultados, e principalmente a forma como o segundo veio, sugere algo mais consistente do que apenas dois acasos isolados.
Uma base para acreditar
Depois de tantas semanas de cobrança, discussão sobre a permanência do treinador e resultados que beiravam o vexatório, encontrar uma atuação com esse nível de controle é motivo real de esperança. Resta agora ao São Paulo repetir essa versão do time, e não deixá-la como um lampejo isolado em meio à irregularidade que marcou boa parte do ano.
Deixe um comentário