A solução para o atraso salarial que atingiu o elenco do São Paulo esbarra, mais uma vez, na briga política interna do clube. O plano da diretoria para regularizar os pagamentos depende de uma aprovação que segue travada dentro do Conselho Deliberativo.

De onde viria o dinheiro

A esperança da gestão está no acordo com a Ticketmaster, que vai assumir a venda e distribuição de ingressos do Morumbis. O contrato prevê repasse total de R$ 140 milhões ao clube, com R$ 110 milhões antecipados em até 45 dias após a assinatura. O contrato principal já foi aprovado pelo Conselho Deliberativo, mas falta um segundo passo: a definição de que parte desses recursos será usada especificamente para quitar os débitos com o elenco.

Onde o plano trava

É justamente essa segunda etapa que está parada. Um grupo de oposição dentro do clube tenta impedir que os valores antecipados sejam direcionados ao pagamento dos jogadores, alegando falta de transparência e criticando a condução do presidente Harry Massis Júnior à frente das finanças são-paulinas. O impasse soma mais tensão a um cenário que já era delicado, justamente na semana em que o Conselho também votou, e aprovou, a expulsão do ex-presidente Julio Casares.

Uma dívida que se aproxima de marca inédita

Paralelamente ao atraso pontual dos salários, o São Paulo carrega uma dívida próxima de R$ 1 bilhão. Segundo apuração, o próximo balanço financeiro do clube deve confirmar, pela primeira vez em toda a sua história, a marca negativa bilionária, um retrato duro do tamanho da crise que o Tricolor enfrenta fora de campo.

O desgaste chega ao vestiário

Enquanto a solução não sai do papel, o desconforto no CT da Barra Funda segue crescendo. O clima de apreensão já havia motivado, em episódios anteriores, protestos de líderes de torcidas organizadas no centro de treinamento. Agora, com a própria diretoria admitindo que a política interna trava até mesmo o pagamento do elenco, a pressão por uma resolução definitiva só aumenta.

Com informações de ABCD Jornal e Gazeta Esportiva.

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O Autor

Ugo Marques Ferreira é administrador de empresas, consultor na área financeira e apaixonado por futebol. Casado, cristão e torcedor convicto do São Paulo Futebol Clube, une visão estratégica, disciplina analítica e paixão tricolor na construção do conteúdo do Tricolor em Foco.

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