Diante do atraso no pagamento dos salários de setembro, um gesto de solidariedade chamou atenção dentro do elenco do São Paulo. Rafael, Luciano e Calleri decidiram emprestar dinheiro do próprio bolso a companheiros que enfrentam maiores dificuldades financeiras neste momento.
Ajuda para o essencial do dia a dia
Segundo apuração do jornalista Gabriel Sá, os três jogadores vêm auxiliando atletas que precisam de recursos para compromissos considerados essenciais, como aluguel, parcelas de moradia e outras despesas do cotidiano. O gesto ocorre justamente porque o salário em carteira referente a setembro está atrasado, já que o clube não conseguiu reunir os recursos necessários para realizar o pagamento até o quinto dia útil do mês seguinte, prazo normalmente cumprido pelo São Paulo. Some-se a isso os direitos de imagem, que em alguns casos já chegam a cinco meses de atraso.
Um pacto que vai além do empréstimo pessoal
O episódio se soma a outro movimento recente das lideranças do elenco: Lucas Moura, Calleri, Luciano, Rafael e Tolói fizeram um pedido formal à diretoria para que, assim que o clube conseguir recursos, os atletas mais jovens e os que enfrentam maiores dificuldades financeiras sejam priorizados nos pagamentos, antes mesmo dos jogadores mais consolidados e mais bem pagos do elenco.
A fala pública de Calleri sobre o momento
Em entrevista à ESPN, Calleri já havia comentado publicamente a situação, reforçando o espírito de grupo que parece nortear essas atitudes internas. “A gente sabe que o São Paulo está em uma situação difícil economicamente. Tenho 100% de certeza de que ninguém que está aqui está por dinheiro. A maioria teve proposta para ganhar mais em outro lugar”, disse o argentino, que renovou contrato com o clube até 2028 mesmo ciente das dívidas.
Um retrato humano em meio à crise numérica
Em meio a tantas notícias sobre dívidas, atrasos e disputas políticas internas, o gesto dos veteranos humaniza uma crise que, até então, vinha sendo tratada quase que exclusivamente em números e balanços. Mostra também a união de um grupo que, apesar das dificuldades financeiras, segue tentando se apoiar mutuamente para atravessar um dos momentos mais delicados da história recente do clube fora de campo.
Com informações de Gabriel Sá, Bolavip Brasil e Tribuna de Jundiaí.
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