Chega a ser revoltante. Enquanto o torcedor sofre no Brasileirão, briga contra o Z-4 e vê o time perder para lanternas, a diretoria do São Paulo está ocupada com uma coisa: uma queda de braço interna que está, literalmente, impedindo o clube de pagar seus próprios jogadores.
O motivo real do calote
Não é falta de dinheiro no horizonte. É briga de poder. O contrato com a Ticketmaster, que traria R$ 140 milhões ao caixa do clube (R$ 110 milhões de antecipação de ingressos, mais R$ 30 milhões de um camarote), já foi aprovado em instâncias anteriores. Falta só o Conselho Deliberativo votar. E quem está travando essa votação é justamente Olten Ayres, presidente do Conselho, numa disputa pessoal com o presidente executivo Harry Massis Júnior. Enquanto os dois brigam por espaço político, o elenco fica sem salário.
Uma vergonha inédita
Pela primeira vez na história recente do clube, o São Paulo atrasou o salário em carteira dos jogadores. Não os direitos de imagem, que já vinham atrasados há meses, mas o salário básico, registrado, que nunca havia sido comprometido. E o motivo não é uma crise de mercado incontrolável: é gente brigando por cargo enquanto finge que está “analisando com critério” um contrato que já deveria ter sido aprovado há semanas.
O torcedor que paga a conta
É difícil não ficar indignado. O torcedor vai ao estádio, compra ingresso, sofre a cada jogo, e o clube que ele ama está sendo administrado como um cabo de guerra entre egos. A eleição é só em dezembro, mas o estrago dessa disputa política já está sendo sentido agora, no bolso dos jogadores e na cabeça de um elenco que precisa entrar em campo pensando em futebol, não em boletos atrasados.
Até quando?
Enquanto Massis e Olten Ayres resolvem seus problemas pessoais de poder, o São Paulo emperra dentro e fora de campo. É o tipo de situação que deveria envergonhar qualquer um dos dois lados dessa briga. O clube é maior que qualquer cargo, qualquer disputa, qualquer ego. Fica a pergunta que o torcedor tem todo o direito de fazer: até quando essa gente vai colocar interesse pessoal acima do São Paulo?
Com informações de Times Brasil (CNBC) e São Paulo Digital.
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