Mais um capítulo desconfortável na relação do São Paulo com sua própria base. O lateral-esquerdo Geovanne Cuiabano, de 18 anos, revelado nas categorias de base do clube, acertou sua transferência para o Palmeiras no último dia da janela de transferências.
O impasse que já vinha de semanas
Cuiabano foi um dos destaques da base tricolor na temporada passada, mas viu seu espaço encolher desde a chegada do técnico Julio Baptista ao sub-20. Chegou a treinar separado do grupo e ficar fora dos últimos jogos da categoria, com a comissão técnica avaliando que ele não se enquadrava no perfil desejado para o trabalho. O estafe do jogador, insatisfeito com a falta de oportunidades, passou a buscar uma saída, e chegou a criticar publicamente a forma como Baptista conduzia o time de base.
Os detalhes do negócio
Cuiabano chega ao Palmeiras com contrato profissional e multa rescisória fixada em 100 milhões de euros (cerca de R$ 592 milhões) para clubes do exterior, mesmo modelo usado pelo Verdão em outras joias de sua base. No acordo entre os clubes, o São Paulo mantém 50% dos direitos econômicos do atleta; o Palmeiras poderá adquirir mais 30% no futuro, chegando a 80%, enquanto os 20% restantes seguem definitivamente com o Tricolor, qualquer que seja o destino do jogador.
Um contraste que incomoda o torcedor
O episódio reforça uma queixa recorrente entre os são-paulinos: a dificuldade do clube em reter e desenvolver talentos da própria base, deixando escapar justamente para o rival histórico um jogador ainda com contrato até 2028. Mesmo o São Paulo tendo recusado propostas anteriores por Cuiabano, o desgaste na relação entre o estafe do atleta e a comissão técnica acabou falando mais alto, culminando na saída para o Palmeiras.
O que resta ao São Paulo
Ainda que o clube mantenha metade dos direitos econômicos, o caso Cuiabano se soma a um debate mais amplo sobre a gestão das categorias de base tricolor, especialmente em um momento de crise financeira em que reter e valorizar jovens promessas deveria ser prioridade, não exceção. Resta torcer para que o São Paulo consiga, ao menos financeiramente, colher os frutos de uma joia que se formou em Cotia, mas vai brilhar (ou não) vestindo a camisa do maior rival.
Com informações de Bolavip Brasil, ArqTricolor e Blog do São Paulo.
Deixe um comentário