A decisão de Dorival de poupar os titulares contra o Palmeiras dividiu opiniões antes mesmo da bola rolar. De um lado, o argumento da prioridade: com a decisão da Sul-Americana logo na sequência, faria pouco sentido expor o time principal ao desgaste físico e ao risco de suspensões em um jogo já visto como de resultado provável.
Do outro lado, o preço a pagar ficou evidente em campo. André Silva, escalado como titular, não conseguia dominar a bola nem em lances simples, comprometendo a referência ofensiva do time. Pablo Maia, peça-chave na saída de bola, teve uma de suas piores atuações recentes, errando passes básicos e travando a construção são-paulina. A expulsão de Osório, ainda no primeiro tempo, agravou o quadro e obrigou o time a se fechar ainda mais.
A partir daí, a estratégia de resistência (postura mais defensiva, saída de bola simplificada e disposição para “segurar” o resultado) funcionou por quase todo o jogo, mas não foi suficiente para evitar o segundo gol.
Fica a reflexão: o time reserva cumpriu o mínimo esperado, perder sem grande vexame, mas as atuações de André Silva e Pablo Maia expuseram o quanto o elenco são-paulino ainda depende dos titulares para competir em pé de igualdade com o Palmeiras. A resposta definitiva sobre se a poupança valeu a pena só virá com o resultado da Sul-Americana.
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