A véspera já anunciava o clima. Com a decisão da Sul-Americana batendo na porta, ficou claro que o Tricolor entraria no clássico contra o Palmeiras poupando o time principal, e a torcida recebeu a notícia com aquela mistura de resignação e ironia que só quem acompanha o time de perto sabe fazer. “Que Deus nos proteja” foi só o aquecimento antes da bola rolar, e a irritação com a diretoria por deixar o time nessa situação já corria solta nos grupos de torcedores.
Com o time alternativo em campo, o primeiro tempo misturou comédia e sofrimento, e a paciência foi embora rápido. André Silva, escalado como titular, não conseguia dominar uma bola sequer, e a torcida esbravejou a cada domínio errado. O momento mais decisivo veio com a expulsão de Osório, recebida pela torcida com a sinceridade de sempre: expulsão justa, mesmo lembrando lances parecidos não marcados do lado rival.
Com um a menos, a resenha virou estratégia de guerra: segurar o resultado, não afrouxar na dividida, fazer o adversário pensar duas vezes antes de se machucar. Por um bom tempo, funcionou, o time reserva resistiu no 1×0. Mas o cansaço e a superioridade numérica falaram mais alto, e o segundo gol veio fechar a conta em 2×0, arrancando da torcida os xingamentos mais sinceros da noite.
O maior alvo da revolta, sem dúvida, foi Pablo Maia, criticado do início ao fim por uma atuação apagada, sem acertar passes simples e travando qualquer tentativa de saída de bola. No apagar das luzes, a repercussão trouxe o de sempre: lamento por gols perdidos que teriam mudado a história da noite, e a piada final e inevitável, a “melhor notícia” da rodada foi saber que o próprio Pablo Maia estará fora do próximo compromisso. Resenha encerrada, foco total na Sul-Americana.
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