A poeira da derrota no Choque-Rei ainda não baixou direito, e a torcida já vira a chave para o jogo mais importante da semana. Mas antes de olhar para frente, os grupos tricolores fizeram questão de acertar as contas com o que viram no time reserva escalado contra o Palmeiras.
“Clássico tem que ganhar”
A discussão começou pela própria lógica da escalação alternativa. Para uma parte da torcida, clássico é clássico, e não deveria ter sido tratado como jogo secundário, por mais que a decisão contra o Boca Juniors estivesse logo ali. Mas o ponto que mais ganhou força nos grupos foi outro: a disparidade de nível entre o time titular e o reserva. “É tipo colocar adulto pra jogar, e depois colocar a criançada pra brincar”, resumiu um torcedor, tentando explicar o abismo técnico entre as duas equipes do elenco.
Pablo Maia e André Silva na mira
Poucos jogadores dividiram tanta opinião quanto Pablo Maia. “Consegue ser titular e reserva, e pior, sempre entregar nos dois”, criticou um torcedor, apontando falhas básicas de passe e domínio. Outro fez questão de contextualizar: “aquele Pablo Maia de 2023 foi um ano atípico dele, depois disso acabou o futebol dele”. André Silva também não escapou: “não tem nada”, resumiu um torcedor, numa comparação direta e nada gentil com o próprio Pablo Maia sobre quem seria pior. O consenso, ainda que dividido sobre qual dos dois é o mais fraco, foi de que a dupla junta “é desastre na certa”.
Dúvidas sobre o goleiro reserva
A atuação de Coronel no gol também rendeu debate. Enquanto alguns elogiavam a atuação do arqueiro, outros discordaram abertamente, criticando a saída de bola e a dificuldade em jogar junto com os pés. “Não deve ser tão pior que o Rafael, deve ser do mesmo nível”, ponderou um torcedor mais cauteloso, pedindo mais jogos para formar opinião definitiva.
A cobrança que vai além do time B
Por trás da bronca pontual com os reservas, ficou uma crítica mais ampla à própria política de contratações do clube. “É inacreditável como o São Paulo contrata só sobra”, desabafou um torcedor, resumindo a frustração de ver a diferença de nível tão grande entre quem joga com regularidade e quem é acionado em situações excepcionais.
Agora, a esperança do dia da virada
Com o time principal de volta e descansado, o clima nos grupos já mudou de tom nesta terça-feira. Entre palpites animados de vitória por 2 a 0 ou 3 a 1, o que se sente é a expectativa de que o São Paulo, agora sim com força total, consiga fazer valer o fator casa contra o Boca Juniors e devolver à torcida, ainda que em outra competição, a alegria que faltou no Choque-Rei.
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