A derrota por 2 a 0 para o Palmeiras reacende um debate inevitável: valeu a pena Dorival Júnior abrir mão de praticamente todo o time titular no Choque-Rei, mirando a decisão contra o Boca Juniors?
O argumento a favor da escolha
Do lado positivo, o time alternativo não foi humilhado. Criou boas chances no primeiro tempo, com André Silva, Cauly e Pablo Maia quase marcando, e só viu o jogo escapar depois da expulsão de Osório, que mudou completamente o panorama da partida. Ou seja: preservar Rafael, Arboleda, Sabino, Domingos Duarte, Marcos Antônio, Danielzinho, Artur, Gustavo Santana e Calleri não custou uma goleada vexatória, e o desgaste físico da Bombonera não se repetiu para os titulares.
O contraponto que incomoda
Por outro lado, é justo questionar o preço simbólico dessa decisão. O São Paulo já vivia um tabu de 12 jogos sem vencer o Palmeiras; agora são 13, com a pior série da história do confronto. Abrir mão do clássico sem sequer brigar de igual para igual, num jogo que também valia posição na tabela, tem um custo emocional que vai além dos três pontos, especialmente numa rivalidade dessa intensidade.
O verdadeiro teste vem agora
A resposta definitiva sobre se a aposta valeu a pena só vem na terça-feira (15), contra o Boca Juniors. Se o São Paulo, descansado, conseguir reverter a desvantagem da ida e avançar às semifinais da Sul-Americana, a decisão de Dorival será justificada pelo resultado. Se tropeçar também na volta, o Tricolor terá perdido nos dois lados: sem vencer o Palmeiras e sem avançar na competição continental, um cenário que a torcida não quer nem cogitar.
Com informações de Goal.com Brasil e VAVEL Brasil.
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