Dá raiva de escrever isso, mas é a realidade: o São Paulo que liderou o Brasileirão no começo do ano chega ao sábado precisando vencer o Vitória, que tem exatamente os mesmos 36 pontos, para respirar. Um confronto direto contra um time que venceu o Tricolor por 2 a 0 no primeiro turno.
Um objetivo que encolheu a cada rodada
No início da temporada, a conversa era sobre título. Hoje, o único objetivo realista é a permanência. O time está a cinco pontos do Internacional, primeiro dentro da zona de rebaixamento, vem de duas derrotas seguidas e soma 12 jogos sem vencer como visitante. Não é um número que se explica com um episódio ou outro. É retrato de um ano inteiro mal administrado.
O que aparece em campo vem de fora dele
É conveniente apontar o dedo só para quem entra no gramado. Mas o São Paulo trocou de técnico três vezes, atrasou salário em carteira pela primeira vez, chegou perto de uma dívida de R$ 1 bilhão e passou semanas com o dinheiro travado numa briga política entre dirigentes. Não existe elenco que renda o máximo sob esse nível de bagunça. E existe uma enfermaria que não para de encher, enquanto o torcedor assiste a tudo isso pagando ingresso.
O que se pode cobrar do time
Ainda assim, o recado para amanhã é simples. O Vitória é o pior visitante do campeonato, com cinco empates e nenhuma vitória em 14 jogos fora de casa. O São Paulo joga no Morumbis, com a torcida que continua indo ao estádio mesmo sem merecer o que tem visto. Se não houver postura, intensidade e atenção nas bolas paradas, não haverá desculpa de desfalque que segure.
O torcedor já entendeu que a crise é grande. O que ele não aceita é que o clube trate um cenário desses como normal. Vencer o Vitória não apaga o que está errado, mas é o mínimo que se exige de um time que ainda carrega o tamanho dessa camisa.
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