A pergunta que rondava o Morumbis já tem resposta matemática: Cauly não será comprado pelo São Paulo por obrigação contratual. O meia, emprestado pelo Bahia até 31 de dezembro de 2026, não tem mais como atingir a meta de jogos que forçaria o clube a pagar pelos direitos dele.

O que previa o contrato

  • 50% dos direitos: compra obrigatória por 2 milhões de euros (cerca de R$ 11,2 milhões) se ele jogasse 45 minutos ou mais em pelo menos 25 partidas
  • Mais 25%: 500 mil euros (cerca de R$ 2,8 milhões) se chegasse a 40 jogos com 45 minutos ou mais, meta que também não foi atingida
  • Títulos e conquistas pessoais: mais 500 mil euros previstos no acordo

Por que a meta ficou para trás

Cauly soma 15 jogos com 45 minutos ou mais pelo São Paulo. Como o time já foi eliminado das outras competições, restam só oito partidas no Brasileirão. Mesmo que ele jogasse tudo, não chegaria a 25. Sob o comando de Dorival Júnior, o meia disputou apenas quatro partidas, com 45 minutos em duas delas. Ele não joga desde 12 de setembro, quando foi titular no clássico contra o Palmeiras, e ficou fora dos três últimos jogos, primeiro por um quadro gripal e depois, por precaução médica, por causa de um tratamento.

Na temporada, foram 24 jogos e um gol, de pênalti, contra o Coritiba.

E agora?

O diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, já havia dito que seria difícil Cauly bater a meta e que, nesse caso, o meia se reapresenta ao clube baiano na pré-temporada, a não ser que o São Paulo ou outro time faça uma oferta. O empréstimo foi fechado em fevereiro por 500 mil euros, valor abatido da dívida do Bahia com o São Paulo pelas compras de Rodrigo Nestor e Michel Araújo.

Nossa leitura

Para o caixa do São Paulo, a falta de minutos de Cauly acabou sendo uma economia de cerca de R$ 14 milhões em metas de jogos que não precisam mais ser pagas. Para o campo, é mais um reforço que chegou com pompa e terminou na geladeira. Em um ano de dívida recorde, ao menos o clube não assume um compromisso que não cabe no orçamento.

Com informações de Gazeta Esportiva.

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O Autor

Ugo Marques Ferreira é administrador de empresas, consultor na área financeira e apaixonado por futebol. Casado, cristão e torcedor convicto do São Paulo Futebol Clube, une visão estratégica, disciplina analítica e paixão tricolor na construção do conteúdo do Tricolor em Foco.

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